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Nasreddin Hodja – O grande mestre

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Nasreddin Hodja, também chamado de Nasrudin Hoca, é uma figura muito popular no folclore turco. O título “Hoca” significa mestre na língua turca, e é um título que demonstra uma ideia geral do personagem.

Um homem com quem as pessoas sempre tinham algo novo a aprender.

Nasreddin Hodja - O grande mestre
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Alguns acreditam que ele existiu de verdade por volta do século XIII na Turquia no povoado de Sivrishisr (tente pronunciar, se puder) e há até um túmulo com seu nome na província de Konya, onde dizem que ele morreu.

Mas outros pensam que ele é apenas um personagem inventado e passado de geração em geração através de contos e lendas.

Porém, o fato mais importante é que, real ou imaginário, Nasrudin Hoca deu origem a muitas lendas e histórias muito interessantes e populares na cultura de vários países, e essas lendas continuam sendo contadas até hoje.

E apesar do tempo as histórias continuam com o mesmo poder de motivação e de nos levar a refletir, sempre apresentando um novo aprendizado.

Certa vez um autor turco escreveu algo que descreve bem o papel de Nasrudin no folclore popular da Turquia:

“É um personagem que viveu antes de seu nascimento e depois de sua morte.”

Ele é descrito como um homem barbudo, de turbante e que sempre viajava montado num burrico. Em algumas lendas ele é apresentado como um tolo, já em outras ele é um sábio que faz os outros de bobos.

Mas como você verá na lenda que lhe contaremos mais adiante, a característica mais marcante nas lendas sobre Nasrudin é que seu personagem sempre consegue mostrar as coisas de uma ponto de vista diferente da que a maioria das pessoas enxerga.

A Lenda de Nasreddin Hodja

Nevit Dilmen

Existem muitas e muitas histórias vindas da Turquia sobre casos protagonizados por Nasrudin. Vamos conhecer aqui uma das mais interessantes, que conta sobre um pobre mendigo e o dono de um restaurante.

Reza a lenda que certo dia um velho mendigo, tão pobre que mal tinha o que comer, ficou muito feliz por ganhar um pão.

Um simples pão para ele significava uma refeição, significava que teria com o que encher o estômago por mais um dia.

Feliz com seu pão, ele teve uma ideia. Iria procurar algo para colocar em seu pão e melhorar ainda mais sua refeição. Assim ele foi até um restaurante próximo e, com toda educação, se pôs a pedir uma porção de carne.

Os garçons e cozinheiros se negaram a dar-lhe o que pedia, alegando que o dono do restaurante não estava ali e que ele não lhes dera permissão para dar comida a quem não tivesse como pagar.

O mendigo, cabisbaixo ia caminhando para fora do restaurante quando sentiu o forte e agradável cheiro de comida sendo preparada. Então ele avistou a grande panela bem próximo a ele, onde uma grande porção de carne estava sendo cozinhada.

Sem conseguir resistir, e imaginando que não faria nenhum mal a ninguém, ele se aproximou da panela e cheirou. Sentiu aquele cheiro agradável de carne e tempero entrando pelas suas narinas. Ah, como seria bom ter um pouco daquela carne…

Mas uma voz atrás de si, interrompeu seus pensamentos:

– O que você está fazendo? Pague agora!

O mendigo se virou e deu de cara com o dono do estabelecimento, que o olhava furioso.

— Mas eu não comi nada! – explicou o mendigo, sem poder acreditar no que ouvia.

— Não comeu, mas cheirou! Você gastou parte do cheiro da comida e deve pagar por esse cheiro.

— Mas eu não tenho nenhum dinheiro. – disse o mendigo em tom de desespero.

O dono do restaurante então o levou perante o juíz da cidade, o velho chamado Nasrudin. Chegando lá, Nasrudin ouviu a história dos dois e após um tempo em silêncio, pensativo, ele disse:

— Mendigo, é verdade que você não tem dinheiro nenhum para pagar por cheirar a comida?

O mendigo balançou a cabeça positivamente.

— Homem – continuou Nasrudin, dessa vez se dirigindo ao dono do restaurante. – é verdade que você quer que o mendigo pague simplesmente por cheirar o aroma da sua comida?

— Mas é claro! Ele gastou o cheiro da comida e deve pagar pelo cheiro que consumiu! – Respondeu o homem.

O juíz olhou para os dois por um tempo e então disse ao dono do restaurante:

— Tudo bem. O mendigo não tem com o que pagar, então eu pagarei e assim encerraremos o assunto.

Nasrudin então pegou algumas moedas e chamou o dono do restaurante para mais perto de si. O homem obedeceu, com um sorriso no rosto e a mão estendida para apanhar o dinheiro.

Mas logo sua expressão de alegria se transformou em confusão e surpresa, quando Nasrudin levou as moedas até próximo à orelha do homem e as sacudiu, causando um pequeno tilintar.

— Pronto! Está pago, já podem ir. – disse o juíz Nasrudin, com um sorriso amigável no rosto.

— O quê é isso? – Exclamou o dono do restaurante, com o rosto vermelho de confusão e ira.

Nasrudin lhe respondeu:

— Ora, o senhor quis que o mendigo pagasse apenas por cheirar o aroma de sua comida. Então é justo que lhe pague com o som das minhas moedas!

Curiosidades sobre o Sábio Mestre da Turquia

Apesar das lendas contarem que Nasrudin ter nascido e vivido na Turquia, as histórias sobre ele se espalharam por países de todo o mundo.

A grande maioria dos contos de Nasrudin tem duas coisas em comum: ele aparecendo como um dos personagens principais e uma boa dose de humor.

Como é a Turquia hoje?

A grande parte de seu território fica no continente asiático, que chamamos de ásia menor ou Anatólia, e outra parte no continente europeu. … Por esse motivo, esse território chamado de Turquia hoje, já foi chamado de Diyar-i Rum, “Região de Roma”.

Qual é a religião dos turcos?

De maioria muçulmana, é o único país islâmico que é laico.

Como é viver na Turquia?

Os turcos da cidade de Izmir, por exemplo, se orgulham de viver num local de hábitos considerados modernos.

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